Consumo: Pesquisa desvenda hábitos de compra on-line da mulher brasileira.

A partir do estudo ficou comprovado que em junho, no Brasil, quase não houve diferença percentual entre a quantidade de homens e mulheres que recorreram aos sites de comércio eletrônico

Uma pesquisa encomendada pelo portal M de Mulher, da editora Abril, e conduzida pela ComScore e o Movimento Habla, traz uma resposta ampla sobre o comportamento feminino na internet. Tudo aquilo que os empreendedores virtuais sempre quiseram saber para conduzir suas ações de marketing digital e também para posicionar no mercado a loja virtual.

A partir do estudo, divulgado em setembro, ficou comprovado que em junho, no Brasil, quase não houve diferença percentual entre a quantidade de homens e mulheres que recorreram aos sites de comércio eletrônico. Enquanto eles eram 78% dos internautas, elas formavam a massa de 77% de interessadas principalmente nas áreas de moda, no que inclui-se e-commerce de joias, vestuário e acessórios, cosméticos e beleza e saúde – o impacto da vaidade no ambiente virtual já havia sido apresentado em um levantamento do Mercado Livre, onde ficou constatado que o crescimento dos dois últimos segmentos no primeiro semestre de 2011 foi de 47%.

Com os dados de navegação do público feminino com mais de 15 anos também deu para traçar o perfil da mulher brasileira: elas são as mais sociáveis e estão entre as mais conectadas do mundo (49%), atrás apenas das americanas e russas, ambas formam 51% dos usuários da internet em seus países. Por conta dessa característica, os serviços de mensagens instantâneas e as redes sociais são as páginas em que elas permanecem mais tempo conectadas.

Influência no comércio eletrônico

Todas essas informações montam um panorama importante para o comércio eletrônico. Segundo Guilherme Lunardi, diretor comercial da JET Tecnologia em Comércio Eletrônico, os empresários ficam mais seguros a investir quando conseguem medir a penetração do e-commerce no país, principalmente aqueles que vendem diretamente para as mulheres brasileiras. “Constatar que com o passar do tempo aumenta a empatia e também a familiaridade feminina com o comércio virtual é importante para balizar ações, assim como para determinar o melhor momento de investir na modalidade de negócios.”

O penúltimo relatório Webshoppers divulgado pela e-bit, empresa com informações sobre o comércio eletrônico, tinha levantado o avanço da presença feminina entre os cerca de 27 milhões de e-consumidores (até o final do ano, é estimado que esse número salte para 32 mi). De 2005 para cá, a participação das mulheres subiu 7%, ainda segundo o relatório. Por isso, Lunardi finaliza assegurando que nunca o momento foi tão propício. “Prova disso é a atuação local de empresas multinacionais, cada vez mais impressionadas com o crescimento do setor, mesmo quando a economia desacelera.”

via: Administradores

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